Para ter uma alimentação saudável é imprescindível consumir pouco açúcar. Quando  buscamos reduzí-lo ou eliminá-lo, muitas vezes o adoçante é visto como substituto, uma troca esperta. No entanto, estas substâncias não são tão inofensivas assim. A coordenadora de Alimentação e Nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa, explica: “o adoçante geralmente é usado nos casos confirmados de diabetes e seu uso deve ser indicado por médico ou nutricionista. Fora isso, ele não é recomendado”.

Os adoçantes podem ser naturais ou artificiais. Os naturais são obtidos de plantas, a exemplo da estévia, da frutose e da sucralose. Eles podem também ser artificiais como a sacarina, o aspartame e o ciclamato. Michele Lessa afirma que quem realmente precisa utilizar adoçantes deve escolher aqueles de origem natural.

Além disso, se a troca do açúcar por adoçante for feita visando à perda de peso, a profissional faz um importante alerta. “Não há comprovação de que o adoçante contribua para a perda de peso. O paladar se acostuma com o doce e a pessoa vai ter vontade de consumir mais coisas doces. O ideal é que a pessoa vá reduzindo aos poucos a quantidade de açúcar até perceber que os sabores naturais são mais gostosos sem adição de nenhum tipo de açúcares”, reforça.

O Guia Alimentar para a População Brasileira é claro: “devemos sempre dar preferência ao consumo de alimentos na forma mais natural possível, ingerindo apenas o doce próprio de cada um. Existem adoçantes naturais, mas isso não significa que possam ser consumidos indiscriminadamente”.

O alerta é ainda mais importante no caso da alimentação infantil.  A Sociedade Brasileira de Pediatria não recomenda adoçantes para crianças, por não se saber os efeitos deles em longo prazo.

Produtos diet e light

Também é importante ficar atento aos produtos diet e light, que dão a impressão de serem  extremamente saudáveis. Mas, isso não é fato. “Esses produtos, na maioria das vezes, possuem adoçantes artificiais e não são alimentos naturais, e sim processados ou ultraprocessados. Por isso, o consumo deve ser moderado”, aconselha Michele Lessa.

Acesse receitas para se alimentar melhor, na publicação do Ministério da Saúde Alimentos Regionais Brasileiros: http://dab.saude.gov.br/portaldab/biblioteca.php?conteudo=publicacoes/livro_alimentos_regionais_brasileiros

Baixe o Guia Alimentar para a População Brasileira: http://189.28.128.100/dab/docs/portaldab/publicacoes/guia_alimentar_populacao_brasileira.pdf